uma casa à beira mar: das esperas

21:54

mais um dia, na minha roda de samba. samba do será que é desta? saí porta fora e, ainda não foi. mas sorri. coisas simples. palavras simples, fazem o momento. a ansiedade é esquecida por segundos enquanto se sorri. não houveram grandes mudanças é um facto. o que se mantém é o meu desejo do grito final. ou vão ser lágrimas de eterna felicidade? nem eu sei o que me vai dar no momento. nesse aspecto sou imprevisível. mas há coisas que não mudam nem vão mudar. a minha infinita gratidão. será eterno. sempre. quando estamos assim, sensíveis, receber ou dizerem coisas bonitas faz acelerar corações. o meu por acaso, anda. não lhe sai da cabeça. embora não saiba a intensidade, foi suficiente para me deixar assim. a tremer. o coração a sair pela boca. bons motivos meus caros, claro. não há que ter medo de dizer o que se sente. às vezes, podemos não ir a tempo. e depois? o que vem depois? acho que nós em algum momento, passamos por esse depois. e então, aprendemos a dizer. sem entraves. e, não ficam a sentir.se melhor? eu fico. tal e qual quando digo que gosto de ti. tal intensidade que se reflecte em palavras. não vês? as palavras também tem sentimentos. as minhas tem que quando não cabem, transbordam e fazem firmar. se chegam ou se tocam no destinatário e o que sente quando as lê, não sei. há coisas que também não sei. mas gostava. e aquilo que gosto, define.me. é verdade. trancar sentimentos não faz esquecer. por isso é que a força do dizer é importante. mas há vontades que ficam pelo caminho mesmo querendo avançar. mas o amor, esse bicho incontrolável, não escolhe tempos nem lugares. às vezes, é preciso um turbilhão para acertar as coisas.

da eterna.bailarina.que.dança.à.beira.mar. Jo*

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