na via da saudade, aperta o sinto
21:12
tem dias, quase todos os dias, que a saudade aperta. a saudade. de um infinito de coisas. coisas essas que, ou tive que deixar de fazer. de alguém que é estrela. de estar com alguém que por vários motivos saiu da minha vida e deixou esse sentimento cá dentro. de alguém que é especial. saudade. de ti. a nostalgia tem.se abatido em mim nestes últimos dias. talvez porque não goste de deixar nada para trás que foi importante na minha história. ou talvez porque tenho olhado para tudo de uma forma diferente. sim. quando somos postos à prova e nessa prova, passamos, aprendemos que aproveitar cada novo nascer do dia é importante e não só (envolve outra parte da história que ainda não me apetece falar). para estarmos em sintonia com a vida, leva tempo. e esperar nunca foi um desafio. tirei de letra porque ainda espero. isso é uma virtude que para muitos, é deixar para lá. eu não deixo. há quem tenha as coisas fáceis. eu já tive. mas não dei valor. hoje, preciso de enfrentar dragões que cospem fogo para conseguir. mas há o tempo das coisas, também. que para muitos, passa completamente ao lado. e compreendo perfeitamente. nem todos temos as mesmas capacidades. nem tudo é como nós queremos. não temos os mesmos gostos pelas coisas. pelo acreditar. pela fé. pela leitura. pela escrita. pela dança. pela fotografia. pela maneira de olhar o mundo. e por aí fora. e que ninguém vos aponte o dedo. ridículo. o respeito ao próximo é tão bonito quanto à amizade. quanto ao amor. é sempre bom lembrar que existe um mundo inteiro dentro de cada um e não sabemos o que se passa naquela história. vamos ser sempre pessoas que possamos admirar. gostar. e querer ficar. normalmente, se temos os valores certos, não os que a sociedade impõe, também depende, acabamos sempre por ter um bom feedback. perceber que as pessoas ficam do teu lado porque se sentem bem ali. e isso, ninguém te tira. saber o nosso lugar na vida de cada pessoa é fundamental até para o nosso bem estar. e a saudade, onde a coloco? fica por aí a divagar pelos recantos da cidade, ao sabor do vento, à espera. a contar os segundos na palma das mãos. o mais importante é aquilo que sentimos. sempre. ajeita as velas do coração, põe a bússola em grande plano e, deixa.te levar. aproveita a brisa que se faz. sente a vida a mostrar.te a direcção e, vai.
da eterna.bailarina.que.dança.à.beira.mar. Jo*
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